25/09/2022 às 19h52min - Atualizada em 25/09/2022 às 19h52min

Editorial: Semana de escolhas

Eleições presidenciais e para o governo estadual, a serem realizadas no próximo domingo, talvez sejam uma das mais acirradas do período da redemocratização do País

Ricardo Rodrigues

Ricardo Rodrigues

Ricardo Rodrigues Pazin é jornalista pela Universidade Nove de Julho e radialista pelo Senac-Lapa/Scipião. Editor e jornalista do Metrópole Regional.

Ricardo Rodrigues Pazin - Metrópole Regional
O primeiro turno das eleições será neste domingo (2) de outubro.
O eleitor tem pela frente uma semana de grandes escolhas. As eleições presidenciais e para o governo estadual, a serem realizadas no próximo domingo, talvez sejam uma das mais acirradas do período da redemocratização do País.

Um acirramento não pelos resultados de pesquisas, mas pelo clima de rivalidade política e ideológica entre quem defende a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) e quem é contra e, ou, enxerga como melhor opção a volta do ex-presidente Lula (PT) ao governo federal.
 
Tamanha é a polarização que as chances de uma terceira via conseguir mudar o resultado no pleito são praticamente nulas. E, a uma semana da eleição, nunca o eleitor esteve tão decidido sobre seu voto para presidente. Levantamento do Datafolha divulgado na última quinta-feira mostra que 81% já sabem em quem votar, uma certeza ainda maior, entre 87% e 88%, quando os entrevistados são apoiadores de Bolsonaro ou Lula.
 
Em que pese a disputa presidencial seja dominante, o eleitor terá de optar ainda por seus representantes legislativos. A votação inclui a escolha de um deputado estadual, um deputado federal e um senador.
 
Em disputas anteriores, Cajamar e a região conseguiram eleger nomes locais, que, a despeito das visões ideológicas ou do alinhamento ou não ao Poder Executivo, sempre prezaram por contribuir com o desenvolvimento dos municípios de onde vieram. Seja por meio da intermediação de verbas para ações das prefeituras ou abrindo portas para prefeitos buscarem soluções.
 
Nos últimos anos, entretanto, esta força se perdeu pelo voto – a onda bolsonarista de 2018, impulsionada pela afinidade ideológica, colaborou para eleger quem pouco se relaciona com a região.
 
Partindo do ponto de vista do papel representativo dos deputados, sugere-se aos eleitores uma atenção especial aos nomes e às propostas de quem pode fazer mais por suas origens, dos candidatos locais. Em todo o caso, a decisão é individual e na urna. Se feita de maneira consciente, poderá render boas escolhas.
 
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