06/11/2022 às 19h32min - Atualizada em 06/11/2022 às 19h32min

Pelo quinto dia, manifestantes fazem protesto em frente ao Quartel de Jundiaí

Manifestantes dizem que o protesto é pelo Brasil, e não tem cunho político.

Por: Ricardo Rodrigues Pazin - [email protected]
Metrópole Regional
Na região os manifestantes se concentram no Quartel de Jundiaí. Foto: Divulgação/Metrópole Regional
Pelo quinto dia seguido, manifestantes vestidos de verde e amarelo estão em frente ao quartel do Exército em Jundiaí protestando contra os resultados das eleições e pedindo intervenção militar.
 
Em entrevista ao portal Metrópole Regional, na tarde deste domingo (6), alguns integrantes moradores de Cajamar disseram que a manifestação é pelo Brasil, que não são bolsonaristas, e sim patriotas. O evento segundo eles não tem cunho político.
 
O protesto ocorre quarta-feira, dia 2 de novembro, quando as manifestações ganharam forcas, dois dias após o resultado que deu vitória à Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 
"Não estamos aqui pelo Bolsonaro, estamos aqui pelo Brasil, pela família, pelas crianças e pelo futuro do país", disse uma das participantes que se manifesta há 6 dias e disse que ficará protestando até as respostas que espera. 
 
"Vamos ensinar aos nossos filhos que o crime compensa? Que é o certo?", indaga. "Até quando iremos financiar ditaduras e políticos corruptos?". 
 
Os manifestantes esperam justiça e respostas quanto aos resultados das urnas. "O Lula não é bom para o país. Agora que o país está decolando iremos regredir? Não podemos aceitar o retrocesso", disse outra manifestante. 
 
Domingo de mais manifestações pelo país 
 
Os protestos contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 entraram no quinto dia neste domingo, 6. 
 
Desde quarta-feira, 2, Dia de Finados, manifestantes ocupam os portões de bases militares em todo o país como forma de “pedir socorro” às Forças Armadas. 
 
Em São Paulo, por exemplo, os manifestantes estão no Comando Militar do Sudeste, no Ibirapuera. No Rio de Janeiro, o local escolhido foi o Comando Militar do Leste, na Praça Duque de Caixas. Diversos cartazes com a mensagem “SOS Forças Armadas” foram exibidos. Nesta semana, os militares devem apresentar o relatório que atestará ou não a segurança das urnas no pleito presidencial. 
 
Os protestantes — entre eles muitos que não votaram em Jair Bolsonaro (PL), mas não aceitam a volta do PT — acreditam que o documento provará a “fraude” que reconduziu Lula à Presidência, ainda mais após o canal argentino “La Derecha Online” apresentar uma auditoria mostrando supostas contradições estatísticas. 
 
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubou o vídeo no Brasil e emitiu uma resposta aos argentinos. “Não é verdade que os modelos anteriores das urnas eletrônicas não passaram por procedimentos de auditoria e fiscalização. 
 
Os equipamentos antigos já estão em uso desde 2010 (para as urnas modelo 2009 e 2010) e todos foram utilizadas nas Eleições 2018. Nesse período, esses modelos de urna já foram submetidos a diversas análises e auditorias, tais como a Auditoria Especial do PSDB em 2015 e cinco edições do Teste Público de Segurança (2012, 2016, 2017, 2019 e 2021).”

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